segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Coesão de grupo | Definição e fatores de influência



A coesão relacionado a tarefa refere-se ao grau de comprometimento de cada indivíduo com o grupo para alcançar as metas e objetivos comuns. Já a coesão social demonstra a relação interpessoal entre os membros do grupo.
O modelo de Carron é mais utilizado em ambientes esportivos e de exercício. Apresenta quatro (04) fatores importantes que afetam o desenvolvimento da coesão  do grupo. São eles:
  
Fatores ambientais
Os fatores ambientais influenciam diretamente os fatores pessoais, de liderança e de equipe. Portanto é necessário fazer uma avaliação das responsabilidades contratuais (bolsas de estudos, expectativas familiares entre outros) e da orientação organizacional (tamanho do grupo; uniformes diferentes; oportunidade de interação e comunicação com indivíduos mais próximos), pois podem favorecer o desenvolvimento do grupo e o nível de coesão aumentar.

Fatores Pessoais
Estão diretamente ligados as características individuais dos componentes do grupo. Por conseguinte as variações entre as características são muitas. Em comparação, os fatores ambientais apresentam se mais tendenciosos a uma constante, aos quais se aplicam aos participantes de uma Liga, por exemplo.
Baseado em pesquisas científicas, identificou três (03) motivos primários:
  1. Motivação a tarefa: contribui para a coesão relacionado a tarefa e a coesão social;
  2. Motivação de afiliação: coesão relacionado a tarefa e a coesão social;
  3. Automotivação: obtenção de satisfação pessoal atuando no seu nível de capacidade.
Fatores de liderança
Intimamente ligados ao estilo e comportamento dos líderes do grupo.  A comunicação do líder com seus membros deve apresentar clareza e consistência quanto ao objetivos da equipe, tarefas do grupo e responsabilidades dos membros. tem como característica:
  1. Comportamento de liderança:
  2. Estilo de Liderança:
  3. Personalidades dos técnicos e dos atletas;    
Fatores de equipe
É o fator influenciado por todos os outros fatores exemplificado acima. Em contra partida não influencia nenhum outro fator. tem como característica:
  1. Desejo pelo sucesso;
  2. Orientação de grupo;
  3. Norma de produtividade do grupo;
  4. Capacidade da equipe;
  5. Estabilidade da equipe.
O nível de coesão, alcançado pelo grupo no decorrer de seus momentos juntos, influencia os resultados do grupo e individuais, como:


Resultados do grupo

  1. Estabilidade da equipe;
  2. Efetividade absoluta do desempenho;
  3. Efetividade relativa do desempenho;
Resultados individuais
  1. Consequências comportamentais;
  2. Efetividade absoluta do desempenho;
  3. Efetividade relativa do desempenho;
  4. Satisfação.

Fonte: 
WEINBERG, R. S, Gould, D. Fundamentos da Psicologia do esporte e exercício. 2ed. Porto Alegre. Artmed Editora, 2001.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sistema Drible Drive - o Rack Motion e Baseline Drive

Olá pessoal,


sabemos que é importante a estruturação e planejamento da equipe com registros das movimentações e exercícios ofensivos e defensivos, do contra-ataque ao jogo estruturado.
Nesse momento trataremos exemplos da movimentação utilizando o corte com a bola apenas do jogo estruturado de meia quadra. 
A formação de 4 abertos e 1 jogador dentro possibilita o jogo de 1x1 infiltrando para a cesta e forçando a defesa a reagir com seu sistema de rotação. O corte com a bola além de pressionar o sistema defensivo abre diversas opções de ataque conforme vimos no último post. Ao lado o posicionamento inicial que comentamos no post passado AASAA - o Ataque dos campeões. Veja que o pivô esta do lado fraco.

Essa formação ofensiva oferece algumas opções estratégicas como o Rack Motion. O que é? É a situação que a bola é passada para a lateral (na figura -  a lateral esquerda) e o passador corta para o lado fraco ou para o lado forte, na zona morta ou simplesmente o próprio jogador com a bola dribla infiltrando com a bola para o garrafão. Após essas ações o jogador da lateral, com a bola corta em direção ao garrafão tendo como opções: marcar o ponto; passar para para os jogadores do lado fraco.
Já a baseline drive, o corte pelo fundo oferece todas as opções de passes ou cesta. Claro que devemos levar em consideração a movimentação da defesa.

O vídeo traz exemplos da Baseline drive (corte para o fundo) e da Rack Motion, respectivamente na primeira jogada e no segundo 22.
Desenhe as movimentações e crie conceitos para sua equipe. Assim  poderá atuar em movimentos mais soltos e criativos, aprendendo a ler e reagir conforme a ação da defesa.

Vejam também:
http://coachmariosilva.blogspot.com/
http://coachingbetterbball.blogspot.com/2008/12/memphis-tigers-modified-dribble-drive.html

Abraço.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

AASAA - O ataque dos campeões

Olá caros leitores,

na temporada 2007-2008 vimos a Universidade de Memphis, dirigida por John Calipari, no Campeonato Universitário do Estados Unidos organizado pela National College Athletic Association - NCAA, apresentar um ataque inovador onde a regra é atacar, atacar, passes para o outro lado da quadra e se possível continuar atacar a cesta sempre aproveitando a situação de 1x1.
O responsável por carregar a equipe de Memphis era o fabuloso armador Derick Rose, que hoje atua no Chicago Bulls na NBA.
Esse ataque tem uma formação inicial de 2-3 baixo, onde os dois armadores se localizam acima da linha de 3 pts, os dois laterais ocupam a zona morta e o pivô se posiciona no pivô baixo do lado oposto a bola (Lado Fraco ou lado de ajuda). O posicionamento  do pivô é a parte inovadora desse sistema.
Vance Walberg declarou que foi pura sorte a criação desse sistema que tem como opções ofensivas, após o jogador da bola, no 1x1, ultrapassasse o defensor:

  1. Fazer bandeja;
  2. Passar para o pivô - quando a defesa entrasse em ajuda contra o jogador com a bola;
  3. Passar para o jogador aberto do lado fraco - quando a defesa desse jogador entrasse em cobertura no pivô.
Vance Walberg
Outra qualidade desse ataque é a possibilidade de conquistar muitas oportunidades de lance-livre, além de carregar a outra equipe de faltas. 
Em 2008, a equipe da Universidade de Brasília-UnB, com uma equipe com estatura muito baixa, mas com muita qualidade de infiltração por drible e arremessos de 3 pts, conseguiu fazer jogos parelhos contra instituições com times com estatura alta e conquistar o 3º lugar nos Jogos Universitários do DF - JUDF, sendo campeã a Universidade Católica de Brasília - UCB (que foi campeã do JUB's do mesmo ano).
A Lance-Livre implantou a Drible Drive Motion - DDM em suas categorias de base, desenvolvendo habilidades ofensivas incríveis em seus jogadores. Resultado: Seleção do DF Sub 17, Vice-campeão em Santa Maria-RS.
Em 2010, a equipe sub 19 do Botafogo/ Lance-livre também aplicou o ataque campeão, com média de mais de 90 pts por jogo, além de ser campeão do Sub 19 e adulto da Taça Brasília.

No próximo post, mostraremos algumas partes desse ataque maravilhoso, como: Rack Motion (passe lateral e corta); Baseline Drive; Rack x Motion.

Abraço e até o próximo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Formação esportiva - Base para a especialização

O desenvolvimento multilateral apresenta a fase de formação esportiva. Essa fase abrange os jovens púberes de 11 a 14 anos.de idade. 
A intensidade no treinamento deve aumentar de maneira gradual. O sistema cardiorrespiratório continua a se desenvolver e a tolerância ao ácido lático esta melhorando.
Devido a grande diferença entre o desenvolvimento de cada participante, alguns podem estar mais coordenados do que outros. Assim o foco deve ser o desenvolvimento de habilidades motoras e não no desempenho e a relação vitória/ derrota. 
A formação esportiva é uma fase delicada, pois a falha na filosofia de treinamento pode sobrecarregar o desenvolvimento esportivo chegando-se a especialização precoce. A baixo, transcrevo os resultados da pesquisa (Nagorni, 1978) sobre a comparação entre especialização precoce e o desenvolvimento multilateral.

Especialização precoce
  • Rápida melhora no desempenho;
  • Melhor desempenho obtido aos 15-16 anos em consequência da rápida adaptação;
  • Inconsistência do desempenho nas competições;
  • Por volta de 18 anos, muitos atletas abandonam o esporte;
  • Propensão a lesões em consequência da adaptação forçada.
Programa multilateral
  • Melhora mais lenta no desempenho;
  • Melhor desempenho aos 18 anos ou mais;
  • Consistência no desempenho nas competições;
  • Vida esportiva mais longa;
  • Pouquíssimas lesões.
Diretrizes para a elaboração de programa de desenvolvimento para a formação esportiva:
  1. Praticar vários exercícios da modalidade escolhida e de outras modalidades. Aumentar o volume e a intensidade do treinamento;
  2. Introduzir estratégias e táticas fundamentais e reforçar o desenvolvimento das habilidades;
  3. Aprimorar as habilidades básicas adquiridas na fase de iniciação esportiva e aprender habilidades pouco mais complexas;
  4. Melhorar a flexibilidade, coordenação e equilíbrio;
  5. Reforçar a ética e o jogo justo durante competições e treinamento;
  6. Proporcionar oportunidades a todos de participarem em níveis de maior desafio;
  7. Desenvolver a força geral. A base para a potencia e força no futuro começa na formação esportiva. É importante fortalecer a região abdominal, quadril e lombar, assim como ombros, braços e pernas, com cargas envolvendo o próprio peso corporal e implementos como medicine ball e halteres leves;
  8. Aprimorar a capacidade aeróbica - assim o corpo do atleta suportará, com maior eficácia, exigências de treinamento e competições durante a fase seguinte - especialização;
  9. Introduzir treinamentos anaeróbicos moderados. Essa é a fase de adaptação para o treinamento anaeróbico de alta intensidade;
  10. Introduzir organizadamente treinamento mental.
  11. Introduzir situações de jogo real;
  12. Proporcionar tempo para a recreação e socialização com os colegas.
A fase de desenvolvimento multilateral é subdividida em iniciação esportiva e formação esportiva. Tem uma importância fundamental na preparação da base esportiva do indivíduo. Na fase de formação esportiva os jovens adoram competir, porém precisamos trabalhar as metas de equipe não relacionadas em vitórias e derrotas. O fato é sempre haverá um vencedor e um vencido, desde que sejam esclarecidos os objetivos primordiais junto aos participantes, focadas em movimentações, metas coletivas defensivas e ofensivas, metas individuais e outras mais que o técnico ver necessário para o bom desenvolvimento da equipe.

Fonte: 
Bompa, T. Treinamento Total para jovens campeões. Ed. Manole. 2000.

domingo, 6 de novembro de 2011

Desenvolvimento Multilateral | Base para a Iniciação Esportiva

O desenvolvimento multilateral é a base do treinamento em longo prazo e abrange as idades de 06 a 14 anos de idade. As crianças devem desenvolver o máximo de habilidades motoras fundamentais antes de começarem a treinar em determinado esporte. Esse tipo de desenvolvimento esta muito presente no Leste Europeu, por exemplo na "Escola da Bola". As crianças se tornam extremamente bem coordenadas e adquirem habilidades fundamentais como, correr, saltar, arremessar, rolar, dar cambalhotas e equilibrar-se, consequentemente tendo sucesso em muitas modalidades individuais e coletivas.
Se tivermos interesse no desenvolvimento de atletas bem-sucedidos de alto-rendimento devemos assegurar o atraso da especialização e sacrificar os resultados esportivos a curto prazo e assim evitar a especialização precoce.
O encorajamento de jovens atletas na iniciação esportiva a desenvolverem aptidões e habilidades motoras de que precisam para o sucesso na modalidade esportiva escolhida deve conter: exercícios de baixa intensidade para desenvolvimento da capacidade aeróbica e anaeróbica, resistência muscular, da força, da velocidade, da potencia, da agilidade, da coordenação e da flexibilidade. 
A fase mais importante do desenvolvimento da coordenação coincide com a iniciação esportiva. Nessa fase os ganhos são rápidos e independe da criança participar de programas organizados ou apenas brincar  em interação com outras crianças.
As crianças que tem a oportunidade de participar de várias atividades conseguem maiores ganhos do que aquelas que participam de apenas uma modalidade de forma específica. Essa fase, chamada de treinamento multilateral, expõem as crianças a diversas habilidades motoras, através de jogos, brincadeiras, revezamentos e outros exercícios que enriquecem e melhoram a coordenação motora, desenvolvendo movimentos e aptidões básicas.
Apresentarei algumas diretrizes que pode ajudar na elaboração de programas de treinamentos adequados para o estágio de iniciação esportiva (6 a 10 anos):
  1. Enfatizar o desenvolvimento multilateral;
  2. Adequar o tempo para aquisição de habilidades assim como para o jogo e para as atividades;
  3. Reforçar positivamente crianças que se dedicam e são autodisciplinadas;
  4. Encoraja-las ao desenvolvimento da flexibilidade, coordenação e equilíbrio;
  5. Encoraja-las a desenvolverem diversas habilidades motoras em meios de baixa intensidade;
  6. Selecionar um número adequado de repetições, enfatizando os sinais relevantes;
  7. Modificar o equipamento e o ambiente de jogo para um nível adequado (tabela mais baixa, redução de espaço, bolas menores);
  8. Promover a participação das crianças na composição dos exercícios, jogos e atividades;
  9. Incluir jogos adaptados com estratégias e táticas básicas;
  10. Incentivar exercícios que desenvolvam o controle da atenção;
  11. Enfatizar a importancia da ética e jogo justo;
  12. Proporcionar a participação de meninas e meninos juntos;
  13. Enfatizar que praticar esportes é divertido;
  14. Incentivar a participação do maior número de modalidades esportivas.
Vamos pensar sobre o desenvolvimento de atletas e esquecer momentaneamente os resultados esportivos em curto prazo para aumentarmos a qualidade de nosso atletas em nível de alto rendimento.


Fonte:

Bompa, T. Treinamento total para jovens campeões. Ed. Manole. 2000

sábado, 5 de novembro de 2011

Você acredita?

Considero-me um fanático pelo esporte e em especial pelo basquetebol. Acompanho e gravo todos os jogos da NBB, NBA, NCAA, ACB dentre outros. Tenho jogos de categorias de base de Brasília, Liga de Desporto Universitário - LDU/CBDU e Olimpíadas Universitária Brasileiras. Estudo todos eles, desde jogadas táticas, movimentos técnicos, falas e posturas de técnicos e fatalmente comparo a efetividade brasileira com o resto do mundo. 
Treinamos dia após dia. Enfrentamos dificuldades. Lutamos por detalhes, milímetros após milímetros. Incentivamos nossos jovens a trabalhar a coordenação de pés, milhares de arremessos, dribles, corridas, saltos, passes, união de equipe, fortalecimento do corpo através de exercícios com o peso do corpo. Trabalhamos a parte tática, a inteligencia do jogo. SERÁ O SUFICIENTE? 
Continuo vendo muitos jovens bons no que fazem desistindo por falta de motivação e organização. Desculpas já ouvi várias, como: não tenho tempo! Tenho um almoço importante! Perdi a carona! Entre outras. 
ESTAMOS NO CAMINHO CERTO? Porque erramos tantos lances-livres decisivos? Porque erramos tantos pênaltis? Porque nossa bola decisiva geralmente não cai? Porque achamos que é o suficiente estar ganhando no primeiro ou segundo quarto? 
Precisamos ensinar as crianças e jovens esportistas mais do que a parte física, técnica e tática. Orientar a pensar positivo, a controlar a mente, não desistir. Ter uma visão em longo prazo é essencial para alcançar o sucesso em qualquer área. 
O SUCESSO É A CAPACIDADE DE SE LEVANTAR TODAS AS VEZES QUE CAIR E QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO.
Michael Jordan foi dispensado do time no Ensino Médio, foi para casa, entrou em seu quarto chorou e superou. Melhor jogador de basquete de todos os tempos.

Thomas Edison fracassou milhões de vezes em sua invenção. Criou a lâmpada elétrica.
Devemos falar  e principalmente demonstrar mais sobre:
CONFIANÇA;
SACRIFÍCIO;
SUPERAÇÃO;
PERSEVERANÇA;
FÉ;
CRENÇAS.

Abraço a todos.