quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Avaliação do Desempenho | Controle do Desenvolvimento

A preocupação com o desenvolvimento do desempenho humano, relacionado com o que trabalhamos, tanto com as fases de especialização e alto rendimento, passa pela organização e fundamentação dos nossos planejamentos anuais e sessões de treinamentos diários tanto do nível individual quanto a nível organizacional. 
A fundamentação da avaliação do desempenho nos da subsídios para enfrentar problemas da comissão técnica, atletas e a equipe, como: desgastes entre as relações humanas, avaliação do desempenho e comportamento para convocação dos atletas, proposta de providências pela comissão técnica, esclarecimento sobre os critérios de convocação aos atletas, conhecimento das propostas da comissão técnica pelos jogadores, os atletas conhecem as expectativas da comissão técnica e fazem sua própria autoavaliação e auto crítica. 
Com essa proposta busquei alimentar nossa competência com conhecimentos e habilidades que nos colocam a frente das agressivas mudanças do ambiente. 

Conceito
é a sistematização da apreciação do desempenho de cada pessoa em seu cargo, ou posição, e seu potencial de desenvolvimento futuro (CHIAVENATO, 2002).

Objetivos
Os objetivos da avaliação de desempenho, divididos em básicos, intermediário e fundamental, aos quais trazem:

Básico
  • melhorar os resultados dos atletas;
Intermediário 
  • Adequação do indivíduo a (s) sua(s) posição(ões);
  • Necessidade de treinamento específico;
  • Melhoria das relações humanas;
  • Estímulo a maior produtividade.
Fundamental
  • Permitir condições para a medição do potencial humano;
  • Vincular o tratamento dos jogadores como VANTAGEM COMPETITIVA. Assim a produtividade pode ser desenvolvida dependendo da forma de administração do grupo.
Responsabilidade
A responsabilidade da avaliação do desempenho pode ser atribuída ao INDIVÍDUO E A COMISSÃO TÉCNICA, pois é uma forma mais democrática, participativa e envolvente, trazendo mais motivação para os jogadores alcançarem melhores desempenhos no futuro. Portanto apresenta as seguintes fases:

  • Formulação de objetivos consensuais - formulados entre os jogadores e a comissão técnica;
  • Comprometimento pessoal - é necessária a aceitação entre os jogadores e comissão para o alcance pleno dos objetivos propostos através de uma espécie de contrato formal ou psicológico. É a condição sine qua non (sem o qual não pode ser) do sistema.
  • Atuação e negociação com a comissão técnica - é a montagem dos recursos (materiais e humanos) e meios necessários para o alcance dos objetivos almejados. 
  • Desempenho - comportamento dos jogadores no sentido de efetivar o alcance dos objetivos compartilhados. Constitui a estratégia individual para alcançar os objetivos almejados.
  • Constante controle dos resultados -  é a verificação do custo/ benefícios dos envolvidos no processo.
  • Retroação intensiva e contínua - muita informação de retorno (feedback) e sobretudo um amplo suporte de comunicação para reduzir os ruídos e incrementar a consistência.
A avaliação do desempenho, então, começa não pela apreciação do passado e sim pela preparação do futuro.
A literatura nos apresenta vários métodos de avaliação ao qual cada um deve buscar a forma mais eficiente e eficaz para atender suas expectativas.


FONTE:
CHIAVENATO, IDALBERTO. Recursos Humanos. 7º edição. São Paulo: Atlas, 2002. p. 323:359.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Saber Basquete | Construindo a defesa individual (Parte II)


Walter orienta atletas da seleção do Bahrein

Estou animado para postar a segunda parte de nossa série. Não é simplesmente a montagem de um sistema defensivo, é uma filosofia. Walter Carvalho Neto, brasileiro, 51 anos, atual técnico da equipe nacional de Bahrein,  com um currículo carregado de conquistas, principalmente no Oriente Médio, desenvolve a defesa de seus times a partir de 10 regras. Esse é o típico jogo norte americano de defesa forte e contra-ataque fumegante. Um jogo muito físico onde a criatividade é exaltada e a individualidade não padronizada. Esse estilo de jogo é muito envolvente trazendo prazer para jogadores, técnicos e torcedores.

O sistema defensivo eficiente tem os seguintes objetivos:
  • Controle do ritmo de jogo;
  • Forçar o ataque a mudar suas opções ofensivas;
  • Reduzir o tempo de posse do adversário;
  • Diminuir o aproveitamento de arremesso por posse de bola do adversário;
  • Criar situações de alta porcentagem de arremesso (contra-ataques);
  • Dar oportunidade ao sucesso.

As regras do sistema defensivo são as seguintes:

1 - POSIÇÃO BÁSICA DE DEFESA: a orientação aos jogadores é marcar com um pé a frente e um atrás, induzindo o jogador de ataque para a lateral;




2 - DEFENDENDO O HOMEM DA BOLA: Trocamos o deslocamento lateral por DESLIZAR. O peso do corpo transfere para o pé de trás deixando livre o pé e os braços acompanhando o movimento das pernas, para melhor equilíbrio. Os pés não devem se tocar. O jogador de defesa deve posicionar-se a um passo de distância do jogador com a bola, de maneira que possa fazer um recuo (Lembra: saltito para trás) mantendo o equilíbrio e a posição. Seu objetivo é impedir a infiltração por drible pelo meio e conter o avanço do adversário. Se o jogador de ataque parar de driblar, o jogador de defesa deve fechar em cima do atacante de forma agressiva, dificultando o passe ou provocando um erro de fundamento. Veja na figura a cima, a jogadora de defesa apoia o peso na perna de trás, os braços acompanham o movimento, apesar de parecer que ela demorou para reagir e levou o corte. Por isso a importância do treino diário




3 - DEFENDENDO O PASSE: O jogador de defesa que estiver a um passe da bola deve negar a linha do passe com o braço e a perna da frente. è importante que o jogador de defesa encurte, também, a distância entre ele e o jogador da bola, caso seja necessário ajudar o companheiro para evitar uma infiltração por drible. Veja a figura ao lado! A bola esta com o jogador de ataque no meio, na lateral esquerda o jogador já estabeleceu a linha do passe. Na lateral direita o jogador de defesa corre para recuperar sua posição. E ainda vemos o jogador de defesa do pivô na posição de poste alto, também procurando estabelecer a defesa do passe.

4 - DEFENDENDO NO LADO DE AJUDA:  o lado de ajuda é aquele a dois ou três passes da bola, denominado também, lado fraco. A responsabilidade dos jogadores nessa posição se tornam imprescindíveis para uma defesa eficiente. 

Devem flutuar de forma que possa ajudar na marcação do jogador de ataque com a bola, sem perder de vista o jogador que esta marcando, preenchendo os espaços vazios e contendo a infiltração por drible e do jogador no garrafão sem bola. O vídeo do treinamento da seleção brasileira categoria de base executa esse exercício na quadra toda. Ainda trabalha intensamente o condicionamento físico e o drible. 

5 - DEFENDENDO O CORTE: o jogador da defesa marcando o jogador sem bola deve posicionar entre o jogador e a bola, de forma que possa bloquear e negar a trajetória do atacante em direção a bola.

6 - DEFENDENDO O PIVÔ: Uma meta específica para o campeonato é negar o passe para o pivô. O jogador de defesa, sempre que possível força-lo a receber a bola fora do garrafão ou o mais distante possível do garrafão. Na posição de pivô baixo, o jogador de defesa posiciona na frente do pivô (entre a bola e o pivô). Na posição de pivô alto, o jogador de defesa coloca o braço e a perna na linha da bola, para que o pivô não receba o passe ou gire para cesta. 

7 - DOIS EM UM: O jogador do lado da ajuda é designado para o 2-em-1 na bola (dobra). O coach Neto incentiva suas equipes a fazer o 2-em-1 nos cantos, especialmente no fundo, na zona-morta e no pivô de baixo. 

8 - REBOTE: O jogador deve bloquear para o rebote tanto na defesa quanto no ataque. O rebote é um dos fundamentos básicos mais importantes no basquetebol. Seu treinamento deve ser diário! Os jogadores são incentivados a ir em qualquer possibilidade de rebote.

9 - DEFENDENDO O ARREMESSO: O jogador de defesa deve contestar todo e qualquer arremesso com o braço.


10 - DEFENDENDO O CORTA-LUZ E O BLOQUEIO
  • BLOQUEIO VERTICAL, HORIZONTAL E EM DIAGONAL: o jogador de defesa que marca o jogador da bola tenta o possível para passar por cima do bloqueio. Se não for possível, a defesa do jogador sem bola faz uma ligeira troca até que o jogador recupere sua posição. 
  • CORTA-LUZ: o jogador de defesa posicionado no lado de ajuda deve ler se a melhor opção é por baixo ou por cima do bloqueio, evitando a infiltração sem bola e o corte para cesta.
  • BLOQUEIO ENTRE PIVÔS: o coach Neto incentiva seus jogadores em bloqueios entre jogadores de mesma estatura fazer a troca defensiva. O objetivo é manter a bola o mais longe da cesta.

FONTE: