quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Conquista de Resultados | Perseverança, Disciplina e Treinamento


Nesse último final de semana (8 a 10 de dezembro) tive a oportunidade de participar do VII Fórum da Confederação Brasileira de Desporto Universitária (CBDU), em Maceió-AL, onde reuniu a maioria dos representantes e dirigentes das Instituições de Ensino Superior (IES), representantes do Ministério do Esporte, as Federações Universitárias (FUEs), a Diretoria da CBDU e atletas universitários de sucesso. 
O tema do Fórum foi o esporte universitário em uma perspectiva de participação e de rendimento. Foi um sucesso essa iniciativa! 
Palestras sobre a visão e objetivos da CBDU ministrada pelo Luciano Cabral (presidente da CBDU), experiências de sucesso na Natação Universitária, exposição dos planejamentos administrativos do esporte na UFRN e da UnB, o Ministério do Esporte explanou sobre a Lei de Incentivo do Esporte (LIE), que explicaremos em outro post, e nosso foco que é a atitude dos atletas para alcançarem o sucesso e representar nosso país em mundiais e Universíade de 2011.

Marcelo Contini, medalha de bronze no Judô, na Universíade 2011 e Fernanda Vaz bicampeã do handebol pela Uni'santana na Liga de Desporto Universitária (LDU), explanaram sobre sua percepção sobre seus talentos:
Marcelo Contini - "Eu não sou talentoso. Compensei isso com muita disciplina, treinamento físico e técnico para conseguir essa medalha de bronze na Universíade, me superando. Agora vou treinar mais ainda para continuar tendo resultados."
Fernanda Vaz - "Não me considero talentosa. Não gostava de handebol. Joguei basquete e voleibol  até meus 14 anos. Em uma competição fui chamada para jogar em uma Universidade quando me formasse no Ensino Médio e assim fui e estou até hoje. Em um ano de muito treinamento consegui resultados expressivos no handebol. A diferença foi a perseverança e o foco em longo prazo."

Continuo a acreditar no poder da perseverança e capacidade de visão em longo prazo. Além de muito trabalho duro! É lógico que não podemos aumentar a carga de treinamento de meninos abaixo de 15 anos de idade, mas em contrapartida podemos ajuda-los a desenvolver o pensamento em longo prazo, disciplinado e a perseverar diante de seus objetivos.
O esporte escolar e universitário pode e quer ajudar no desenvolvimento do esporte brasileiro tornando-se a massificação da pratica das modalidades esportivas. Vamos melhorar nosso esporte dando oportunidades a todos brasileiros a praticar o esporte.





terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Movimentos ofensivos individuais: Tríplice ameaça, Jump Stop e o Step Back

Olá a todos,

Hoje falaremos de três movimentos ofensivos individuais, o  Jump Stop, Jab Step e o Step Back, que ajudarão os jogadores a tomar decisões no 1x1 com mais ferramentas. Os dois primeiros são propostos em fases iniciais do desenvolvimento esportivo (iniciação e formação esportiva) e o terceiro, por ser mais complexo, é apresentado em fases subsequentes (especialização e alto rendimento). Começaremos do menos complexo para o mais complexo, assim como deve ser.


Jab Step
O Jab Step tem como objetivo desequilibrar a defesa deslocando-a para um lado ou para trás. Assim é possível decidir pelo corte a cesta, pelo arremesso ou pelo passe. Esse movimento pode ser executado driblando a bola ou parado. 
Jab Step driblando a bola

Sugiro, também, que vejam o jab step realizado antes do drible, no link abaixo.

Jump Stop

Jump Stop é uma habilidade básica que chamamos de parada de um tempo. É utilizado para desacelerar bruscamente um movimento de corrida, batendo os dois pés ao mesmo tempo no chão, para executar um arremesso, para fazer um passe ou sem a bola para receber um passe, fazer uma mudança de direção para desmarcar. 
Veja o vídeo acima que demonstra o jump stop sendo utilizado na bandeja.

Step Back

O step back é um movimento ofensivo de grande eficiência para desequilibrar a defesa. Geralmente é utilizado pelos jogadores que jogam de frente para a cesta. Pode ser executado para ganhar espaço para o arremesso no relógio ou para atrair aproximar a defesa e cortar para a cesta. 
Veja os dois exemplos nesse vídeo de apenas 54 seg, quando Kemba Walker faz o arremesso no final do jogo para desempatar e ganhar a partida.

Ambos movimentos há a necessidade de respeitar a tríplice ameaça, onde a bola é localizada na região da cintura. Esse posicionamento da bola deixa a defesa desconfortável, pois possibilita ao jogador no ataque passar, arremessar ou driblar. Posto o link sobre triple treat apresentado pelo veterano da NBA Tracy Murray.

Abraço e até a próxima.




domingo, 4 de dezembro de 2011

Benefícios do Controle | Avaliação do desempenho

Lembram que iniciamos o assunto sobre Avaliação do desempenho, expondo o conceito, objetivos e responsabilidades. Ótimo! Continuaremos falando sobre a avaliação do desempenho focando agora nos benefícios de um programa de avaliação do desempenho
A administração é a interpretação dos objetivos propostos da organização e codifica os em ações através das funções administrativas. Assim o planejamento, a organização, a direção e o controle das ações são fundamentais para que seja alcançado as metas de curto, médio e longo prazo.
A implantação do programa de avaliação de desempenho por si só não resultará grandes resultados, pois necessita de gestão de qualidade. Logo que a implantação e a administração do programa estiverem alinhados resultará em benefícios para os colaboradores, o gerente, a organização e a comunidade.
  1. Benefícios para o Gerente 
    • Avaliar o desempenho e o comportamento com base em dados da avaliação, neutralizando assim a subjetividade;
    • Propor um melhor padrão de desempenho;
    • Esclarecer sobre o sistema de avaliação do desempenho.
  1. Benefícios para os colaboradores
    • Conhecer os aspectos de comportamento e desempenho que a organização valoriza;
    • Conhecer as expectativas do chefe a respeito dos pontos fortes e fracos e seu desempenho;
    • Conhecer as providencias do chefe sobre a melhoria de seu desempenho e as que o próprio colaborador pode fazer;
    • Capacidade de auto-avaliação e autocrítica sobre seu comportamento, desempenho e controle.
  1. Benefícios para a organização 
    • Avalia o potencial dos recursos humanos a curto, médio e longo prazo;
    • Identifica os colaboradores que necessitam de aperfeiçoamento e seleciona os que serão promovidos;
    •  Promove uma política mais dinâmica estimulando a produtividade e o relacionamento interpessoal.
  2. Benefícios para a comunidade
    • Vejo como o principal benefício. A comunidade usufrui dos resultados de um desempenho organizado e pensado previamente com a visão no futuro. A satisfação da comunidade também oferece retorno a organização.
O programa possibilita a gestão do desempenho oferecendo oportunidades de crescimento e desenvolvimento dos recursos humanos. 
Vejo como excelente instrumento de gerenciar uma o desempenho das pessoas de uma equipe esportiva, dando suporte a orientação dos envolvidos em relação a sua atuação.

Fonte:
CHIAVENATO, IDALBERTO. Recursos Humanos. 7º edição. São Paulo: Atlas, 2002. p. 332:333.
CHIAVENATO, IDALBERTO. Iniciação à administração Geral. 3º edição. Barueri - SP. Manole, 2009. 

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Coesão de grupo | Definição e fatores de influência



A coesão relacionado a tarefa refere-se ao grau de comprometimento de cada indivíduo com o grupo para alcançar as metas e objetivos comuns. Já a coesão social demonstra a relação interpessoal entre os membros do grupo.
O modelo de Carron é mais utilizado em ambientes esportivos e de exercício. Apresenta quatro (04) fatores importantes que afetam o desenvolvimento da coesão  do grupo. São eles:
  
Fatores ambientais
Os fatores ambientais influenciam diretamente os fatores pessoais, de liderança e de equipe. Portanto é necessário fazer uma avaliação das responsabilidades contratuais (bolsas de estudos, expectativas familiares entre outros) e da orientação organizacional (tamanho do grupo; uniformes diferentes; oportunidade de interação e comunicação com indivíduos mais próximos), pois podem favorecer o desenvolvimento do grupo e o nível de coesão aumentar.

Fatores Pessoais
Estão diretamente ligados as características individuais dos componentes do grupo. Por conseguinte as variações entre as características são muitas. Em comparação, os fatores ambientais apresentam se mais tendenciosos a uma constante, aos quais se aplicam aos participantes de uma Liga, por exemplo.
Baseado em pesquisas científicas, identificou três (03) motivos primários:
  1. Motivação a tarefa: contribui para a coesão relacionado a tarefa e a coesão social;
  2. Motivação de afiliação: coesão relacionado a tarefa e a coesão social;
  3. Automotivação: obtenção de satisfação pessoal atuando no seu nível de capacidade.
Fatores de liderança
Intimamente ligados ao estilo e comportamento dos líderes do grupo.  A comunicação do líder com seus membros deve apresentar clareza e consistência quanto ao objetivos da equipe, tarefas do grupo e responsabilidades dos membros. tem como característica:
  1. Comportamento de liderança:
  2. Estilo de Liderança:
  3. Personalidades dos técnicos e dos atletas;    
Fatores de equipe
É o fator influenciado por todos os outros fatores exemplificado acima. Em contra partida não influencia nenhum outro fator. tem como característica:
  1. Desejo pelo sucesso;
  2. Orientação de grupo;
  3. Norma de produtividade do grupo;
  4. Capacidade da equipe;
  5. Estabilidade da equipe.
O nível de coesão, alcançado pelo grupo no decorrer de seus momentos juntos, influencia os resultados do grupo e individuais, como:


Resultados do grupo

  1. Estabilidade da equipe;
  2. Efetividade absoluta do desempenho;
  3. Efetividade relativa do desempenho;
Resultados individuais
  1. Consequências comportamentais;
  2. Efetividade absoluta do desempenho;
  3. Efetividade relativa do desempenho;
  4. Satisfação.

Fonte: 
WEINBERG, R. S, Gould, D. Fundamentos da Psicologia do esporte e exercício. 2ed. Porto Alegre. Artmed Editora, 2001.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sistema Drible Drive - o Rack Motion e Baseline Drive

Olá pessoal,


sabemos que é importante a estruturação e planejamento da equipe com registros das movimentações e exercícios ofensivos e defensivos, do contra-ataque ao jogo estruturado.
Nesse momento trataremos exemplos da movimentação utilizando o corte com a bola apenas do jogo estruturado de meia quadra. 
A formação de 4 abertos e 1 jogador dentro possibilita o jogo de 1x1 infiltrando para a cesta e forçando a defesa a reagir com seu sistema de rotação. O corte com a bola além de pressionar o sistema defensivo abre diversas opções de ataque conforme vimos no último post. Ao lado o posicionamento inicial que comentamos no post passado AASAA - o Ataque dos campeões. Veja que o pivô esta do lado fraco.

Essa formação ofensiva oferece algumas opções estratégicas como o Rack Motion. O que é? É a situação que a bola é passada para a lateral (na figura -  a lateral esquerda) e o passador corta para o lado fraco ou para o lado forte, na zona morta ou simplesmente o próprio jogador com a bola dribla infiltrando com a bola para o garrafão. Após essas ações o jogador da lateral, com a bola corta em direção ao garrafão tendo como opções: marcar o ponto; passar para para os jogadores do lado fraco.
Já a baseline drive, o corte pelo fundo oferece todas as opções de passes ou cesta. Claro que devemos levar em consideração a movimentação da defesa.

O vídeo traz exemplos da Baseline drive (corte para o fundo) e da Rack Motion, respectivamente na primeira jogada e no segundo 22.
Desenhe as movimentações e crie conceitos para sua equipe. Assim  poderá atuar em movimentos mais soltos e criativos, aprendendo a ler e reagir conforme a ação da defesa.

Vejam também:
http://coachmariosilva.blogspot.com/
http://coachingbetterbball.blogspot.com/2008/12/memphis-tigers-modified-dribble-drive.html

Abraço.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

AASAA - O ataque dos campeões

Olá caros leitores,

na temporada 2007-2008 vimos a Universidade de Memphis, dirigida por John Calipari, no Campeonato Universitário do Estados Unidos organizado pela National College Athletic Association - NCAA, apresentar um ataque inovador onde a regra é atacar, atacar, passes para o outro lado da quadra e se possível continuar atacar a cesta sempre aproveitando a situação de 1x1.
O responsável por carregar a equipe de Memphis era o fabuloso armador Derick Rose, que hoje atua no Chicago Bulls na NBA.
Esse ataque tem uma formação inicial de 2-3 baixo, onde os dois armadores se localizam acima da linha de 3 pts, os dois laterais ocupam a zona morta e o pivô se posiciona no pivô baixo do lado oposto a bola (Lado Fraco ou lado de ajuda). O posicionamento  do pivô é a parte inovadora desse sistema.
Vance Walberg declarou que foi pura sorte a criação desse sistema que tem como opções ofensivas, após o jogador da bola, no 1x1, ultrapassasse o defensor:

  1. Fazer bandeja;
  2. Passar para o pivô - quando a defesa entrasse em ajuda contra o jogador com a bola;
  3. Passar para o jogador aberto do lado fraco - quando a defesa desse jogador entrasse em cobertura no pivô.
Vance Walberg
Outra qualidade desse ataque é a possibilidade de conquistar muitas oportunidades de lance-livre, além de carregar a outra equipe de faltas. 
Em 2008, a equipe da Universidade de Brasília-UnB, com uma equipe com estatura muito baixa, mas com muita qualidade de infiltração por drible e arremessos de 3 pts, conseguiu fazer jogos parelhos contra instituições com times com estatura alta e conquistar o 3º lugar nos Jogos Universitários do DF - JUDF, sendo campeã a Universidade Católica de Brasília - UCB (que foi campeã do JUB's do mesmo ano).
A Lance-Livre implantou a Drible Drive Motion - DDM em suas categorias de base, desenvolvendo habilidades ofensivas incríveis em seus jogadores. Resultado: Seleção do DF Sub 17, Vice-campeão em Santa Maria-RS.
Em 2010, a equipe sub 19 do Botafogo/ Lance-livre também aplicou o ataque campeão, com média de mais de 90 pts por jogo, além de ser campeão do Sub 19 e adulto da Taça Brasília.

No próximo post, mostraremos algumas partes desse ataque maravilhoso, como: Rack Motion (passe lateral e corta); Baseline Drive; Rack x Motion.

Abraço e até o próximo.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Formação esportiva - Base para a especialização

O desenvolvimento multilateral apresenta a fase de formação esportiva. Essa fase abrange os jovens púberes de 11 a 14 anos.de idade. 
A intensidade no treinamento deve aumentar de maneira gradual. O sistema cardiorrespiratório continua a se desenvolver e a tolerância ao ácido lático esta melhorando.
Devido a grande diferença entre o desenvolvimento de cada participante, alguns podem estar mais coordenados do que outros. Assim o foco deve ser o desenvolvimento de habilidades motoras e não no desempenho e a relação vitória/ derrota. 
A formação esportiva é uma fase delicada, pois a falha na filosofia de treinamento pode sobrecarregar o desenvolvimento esportivo chegando-se a especialização precoce. A baixo, transcrevo os resultados da pesquisa (Nagorni, 1978) sobre a comparação entre especialização precoce e o desenvolvimento multilateral.

Especialização precoce
  • Rápida melhora no desempenho;
  • Melhor desempenho obtido aos 15-16 anos em consequência da rápida adaptação;
  • Inconsistência do desempenho nas competições;
  • Por volta de 18 anos, muitos atletas abandonam o esporte;
  • Propensão a lesões em consequência da adaptação forçada.
Programa multilateral
  • Melhora mais lenta no desempenho;
  • Melhor desempenho aos 18 anos ou mais;
  • Consistência no desempenho nas competições;
  • Vida esportiva mais longa;
  • Pouquíssimas lesões.
Diretrizes para a elaboração de programa de desenvolvimento para a formação esportiva:
  1. Praticar vários exercícios da modalidade escolhida e de outras modalidades. Aumentar o volume e a intensidade do treinamento;
  2. Introduzir estratégias e táticas fundamentais e reforçar o desenvolvimento das habilidades;
  3. Aprimorar as habilidades básicas adquiridas na fase de iniciação esportiva e aprender habilidades pouco mais complexas;
  4. Melhorar a flexibilidade, coordenação e equilíbrio;
  5. Reforçar a ética e o jogo justo durante competições e treinamento;
  6. Proporcionar oportunidades a todos de participarem em níveis de maior desafio;
  7. Desenvolver a força geral. A base para a potencia e força no futuro começa na formação esportiva. É importante fortalecer a região abdominal, quadril e lombar, assim como ombros, braços e pernas, com cargas envolvendo o próprio peso corporal e implementos como medicine ball e halteres leves;
  8. Aprimorar a capacidade aeróbica - assim o corpo do atleta suportará, com maior eficácia, exigências de treinamento e competições durante a fase seguinte - especialização;
  9. Introduzir treinamentos anaeróbicos moderados. Essa é a fase de adaptação para o treinamento anaeróbico de alta intensidade;
  10. Introduzir organizadamente treinamento mental.
  11. Introduzir situações de jogo real;
  12. Proporcionar tempo para a recreação e socialização com os colegas.
A fase de desenvolvimento multilateral é subdividida em iniciação esportiva e formação esportiva. Tem uma importância fundamental na preparação da base esportiva do indivíduo. Na fase de formação esportiva os jovens adoram competir, porém precisamos trabalhar as metas de equipe não relacionadas em vitórias e derrotas. O fato é sempre haverá um vencedor e um vencido, desde que sejam esclarecidos os objetivos primordiais junto aos participantes, focadas em movimentações, metas coletivas defensivas e ofensivas, metas individuais e outras mais que o técnico ver necessário para o bom desenvolvimento da equipe.

Fonte: 
Bompa, T. Treinamento Total para jovens campeões. Ed. Manole. 2000.

domingo, 6 de novembro de 2011

Desenvolvimento Multilateral | Base para a Iniciação Esportiva

O desenvolvimento multilateral é a base do treinamento em longo prazo e abrange as idades de 06 a 14 anos de idade. As crianças devem desenvolver o máximo de habilidades motoras fundamentais antes de começarem a treinar em determinado esporte. Esse tipo de desenvolvimento esta muito presente no Leste Europeu, por exemplo na "Escola da Bola". As crianças se tornam extremamente bem coordenadas e adquirem habilidades fundamentais como, correr, saltar, arremessar, rolar, dar cambalhotas e equilibrar-se, consequentemente tendo sucesso em muitas modalidades individuais e coletivas.
Se tivermos interesse no desenvolvimento de atletas bem-sucedidos de alto-rendimento devemos assegurar o atraso da especialização e sacrificar os resultados esportivos a curto prazo e assim evitar a especialização precoce.
O encorajamento de jovens atletas na iniciação esportiva a desenvolverem aptidões e habilidades motoras de que precisam para o sucesso na modalidade esportiva escolhida deve conter: exercícios de baixa intensidade para desenvolvimento da capacidade aeróbica e anaeróbica, resistência muscular, da força, da velocidade, da potencia, da agilidade, da coordenação e da flexibilidade. 
A fase mais importante do desenvolvimento da coordenação coincide com a iniciação esportiva. Nessa fase os ganhos são rápidos e independe da criança participar de programas organizados ou apenas brincar  em interação com outras crianças.
As crianças que tem a oportunidade de participar de várias atividades conseguem maiores ganhos do que aquelas que participam de apenas uma modalidade de forma específica. Essa fase, chamada de treinamento multilateral, expõem as crianças a diversas habilidades motoras, através de jogos, brincadeiras, revezamentos e outros exercícios que enriquecem e melhoram a coordenação motora, desenvolvendo movimentos e aptidões básicas.
Apresentarei algumas diretrizes que pode ajudar na elaboração de programas de treinamentos adequados para o estágio de iniciação esportiva (6 a 10 anos):
  1. Enfatizar o desenvolvimento multilateral;
  2. Adequar o tempo para aquisição de habilidades assim como para o jogo e para as atividades;
  3. Reforçar positivamente crianças que se dedicam e são autodisciplinadas;
  4. Encoraja-las ao desenvolvimento da flexibilidade, coordenação e equilíbrio;
  5. Encoraja-las a desenvolverem diversas habilidades motoras em meios de baixa intensidade;
  6. Selecionar um número adequado de repetições, enfatizando os sinais relevantes;
  7. Modificar o equipamento e o ambiente de jogo para um nível adequado (tabela mais baixa, redução de espaço, bolas menores);
  8. Promover a participação das crianças na composição dos exercícios, jogos e atividades;
  9. Incluir jogos adaptados com estratégias e táticas básicas;
  10. Incentivar exercícios que desenvolvam o controle da atenção;
  11. Enfatizar a importancia da ética e jogo justo;
  12. Proporcionar a participação de meninas e meninos juntos;
  13. Enfatizar que praticar esportes é divertido;
  14. Incentivar a participação do maior número de modalidades esportivas.
Vamos pensar sobre o desenvolvimento de atletas e esquecer momentaneamente os resultados esportivos em curto prazo para aumentarmos a qualidade de nosso atletas em nível de alto rendimento.


Fonte:

Bompa, T. Treinamento total para jovens campeões. Ed. Manole. 2000

sábado, 5 de novembro de 2011

Você acredita?

Considero-me um fanático pelo esporte e em especial pelo basquetebol. Acompanho e gravo todos os jogos da NBB, NBA, NCAA, ACB dentre outros. Tenho jogos de categorias de base de Brasília, Liga de Desporto Universitário - LDU/CBDU e Olimpíadas Universitária Brasileiras. Estudo todos eles, desde jogadas táticas, movimentos técnicos, falas e posturas de técnicos e fatalmente comparo a efetividade brasileira com o resto do mundo. 
Treinamos dia após dia. Enfrentamos dificuldades. Lutamos por detalhes, milímetros após milímetros. Incentivamos nossos jovens a trabalhar a coordenação de pés, milhares de arremessos, dribles, corridas, saltos, passes, união de equipe, fortalecimento do corpo através de exercícios com o peso do corpo. Trabalhamos a parte tática, a inteligencia do jogo. SERÁ O SUFICIENTE? 
Continuo vendo muitos jovens bons no que fazem desistindo por falta de motivação e organização. Desculpas já ouvi várias, como: não tenho tempo! Tenho um almoço importante! Perdi a carona! Entre outras. 
ESTAMOS NO CAMINHO CERTO? Porque erramos tantos lances-livres decisivos? Porque erramos tantos pênaltis? Porque nossa bola decisiva geralmente não cai? Porque achamos que é o suficiente estar ganhando no primeiro ou segundo quarto? 
Precisamos ensinar as crianças e jovens esportistas mais do que a parte física, técnica e tática. Orientar a pensar positivo, a controlar a mente, não desistir. Ter uma visão em longo prazo é essencial para alcançar o sucesso em qualquer área. 
O SUCESSO É A CAPACIDADE DE SE LEVANTAR TODAS AS VEZES QUE CAIR E QUANTAS VEZES FOR NECESSÁRIO.
Michael Jordan foi dispensado do time no Ensino Médio, foi para casa, entrou em seu quarto chorou e superou. Melhor jogador de basquete de todos os tempos.

Thomas Edison fracassou milhões de vezes em sua invenção. Criou a lâmpada elétrica.
Devemos falar  e principalmente demonstrar mais sobre:
CONFIANÇA;
SACRIFÍCIO;
SUPERAÇÃO;
PERSEVERANÇA;
FÉ;
CRENÇAS.

Abraço a todos.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Avaliação do Desempenho | Controle do Desenvolvimento

A preocupação com o desenvolvimento do desempenho humano, relacionado com o que trabalhamos, tanto com as fases de especialização e alto rendimento, passa pela organização e fundamentação dos nossos planejamentos anuais e sessões de treinamentos diários tanto do nível individual quanto a nível organizacional. 
A fundamentação da avaliação do desempenho nos da subsídios para enfrentar problemas da comissão técnica, atletas e a equipe, como: desgastes entre as relações humanas, avaliação do desempenho e comportamento para convocação dos atletas, proposta de providências pela comissão técnica, esclarecimento sobre os critérios de convocação aos atletas, conhecimento das propostas da comissão técnica pelos jogadores, os atletas conhecem as expectativas da comissão técnica e fazem sua própria autoavaliação e auto crítica. 
Com essa proposta busquei alimentar nossa competência com conhecimentos e habilidades que nos colocam a frente das agressivas mudanças do ambiente. 

Conceito
é a sistematização da apreciação do desempenho de cada pessoa em seu cargo, ou posição, e seu potencial de desenvolvimento futuro (CHIAVENATO, 2002).

Objetivos
Os objetivos da avaliação de desempenho, divididos em básicos, intermediário e fundamental, aos quais trazem:

Básico
  • melhorar os resultados dos atletas;
Intermediário 
  • Adequação do indivíduo a (s) sua(s) posição(ões);
  • Necessidade de treinamento específico;
  • Melhoria das relações humanas;
  • Estímulo a maior produtividade.
Fundamental
  • Permitir condições para a medição do potencial humano;
  • Vincular o tratamento dos jogadores como VANTAGEM COMPETITIVA. Assim a produtividade pode ser desenvolvida dependendo da forma de administração do grupo.
Responsabilidade
A responsabilidade da avaliação do desempenho pode ser atribuída ao INDIVÍDUO E A COMISSÃO TÉCNICA, pois é uma forma mais democrática, participativa e envolvente, trazendo mais motivação para os jogadores alcançarem melhores desempenhos no futuro. Portanto apresenta as seguintes fases:

  • Formulação de objetivos consensuais - formulados entre os jogadores e a comissão técnica;
  • Comprometimento pessoal - é necessária a aceitação entre os jogadores e comissão para o alcance pleno dos objetivos propostos através de uma espécie de contrato formal ou psicológico. É a condição sine qua non (sem o qual não pode ser) do sistema.
  • Atuação e negociação com a comissão técnica - é a montagem dos recursos (materiais e humanos) e meios necessários para o alcance dos objetivos almejados. 
  • Desempenho - comportamento dos jogadores no sentido de efetivar o alcance dos objetivos compartilhados. Constitui a estratégia individual para alcançar os objetivos almejados.
  • Constante controle dos resultados -  é a verificação do custo/ benefícios dos envolvidos no processo.
  • Retroação intensiva e contínua - muita informação de retorno (feedback) e sobretudo um amplo suporte de comunicação para reduzir os ruídos e incrementar a consistência.
A avaliação do desempenho, então, começa não pela apreciação do passado e sim pela preparação do futuro.
A literatura nos apresenta vários métodos de avaliação ao qual cada um deve buscar a forma mais eficiente e eficaz para atender suas expectativas.


FONTE:
CHIAVENATO, IDALBERTO. Recursos Humanos. 7º edição. São Paulo: Atlas, 2002. p. 323:359.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Saber Basquete | Construindo a defesa individual (Parte II)


Walter orienta atletas da seleção do Bahrein

Estou animado para postar a segunda parte de nossa série. Não é simplesmente a montagem de um sistema defensivo, é uma filosofia. Walter Carvalho Neto, brasileiro, 51 anos, atual técnico da equipe nacional de Bahrein,  com um currículo carregado de conquistas, principalmente no Oriente Médio, desenvolve a defesa de seus times a partir de 10 regras. Esse é o típico jogo norte americano de defesa forte e contra-ataque fumegante. Um jogo muito físico onde a criatividade é exaltada e a individualidade não padronizada. Esse estilo de jogo é muito envolvente trazendo prazer para jogadores, técnicos e torcedores.

O sistema defensivo eficiente tem os seguintes objetivos:
  • Controle do ritmo de jogo;
  • Forçar o ataque a mudar suas opções ofensivas;
  • Reduzir o tempo de posse do adversário;
  • Diminuir o aproveitamento de arremesso por posse de bola do adversário;
  • Criar situações de alta porcentagem de arremesso (contra-ataques);
  • Dar oportunidade ao sucesso.

As regras do sistema defensivo são as seguintes:

1 - POSIÇÃO BÁSICA DE DEFESA: a orientação aos jogadores é marcar com um pé a frente e um atrás, induzindo o jogador de ataque para a lateral;




2 - DEFENDENDO O HOMEM DA BOLA: Trocamos o deslocamento lateral por DESLIZAR. O peso do corpo transfere para o pé de trás deixando livre o pé e os braços acompanhando o movimento das pernas, para melhor equilíbrio. Os pés não devem se tocar. O jogador de defesa deve posicionar-se a um passo de distância do jogador com a bola, de maneira que possa fazer um recuo (Lembra: saltito para trás) mantendo o equilíbrio e a posição. Seu objetivo é impedir a infiltração por drible pelo meio e conter o avanço do adversário. Se o jogador de ataque parar de driblar, o jogador de defesa deve fechar em cima do atacante de forma agressiva, dificultando o passe ou provocando um erro de fundamento. Veja na figura a cima, a jogadora de defesa apoia o peso na perna de trás, os braços acompanham o movimento, apesar de parecer que ela demorou para reagir e levou o corte. Por isso a importância do treino diário




3 - DEFENDENDO O PASSE: O jogador de defesa que estiver a um passe da bola deve negar a linha do passe com o braço e a perna da frente. è importante que o jogador de defesa encurte, também, a distância entre ele e o jogador da bola, caso seja necessário ajudar o companheiro para evitar uma infiltração por drible. Veja a figura ao lado! A bola esta com o jogador de ataque no meio, na lateral esquerda o jogador já estabeleceu a linha do passe. Na lateral direita o jogador de defesa corre para recuperar sua posição. E ainda vemos o jogador de defesa do pivô na posição de poste alto, também procurando estabelecer a defesa do passe.

4 - DEFENDENDO NO LADO DE AJUDA:  o lado de ajuda é aquele a dois ou três passes da bola, denominado também, lado fraco. A responsabilidade dos jogadores nessa posição se tornam imprescindíveis para uma defesa eficiente. 

Devem flutuar de forma que possa ajudar na marcação do jogador de ataque com a bola, sem perder de vista o jogador que esta marcando, preenchendo os espaços vazios e contendo a infiltração por drible e do jogador no garrafão sem bola. O vídeo do treinamento da seleção brasileira categoria de base executa esse exercício na quadra toda. Ainda trabalha intensamente o condicionamento físico e o drible. 

5 - DEFENDENDO O CORTE: o jogador da defesa marcando o jogador sem bola deve posicionar entre o jogador e a bola, de forma que possa bloquear e negar a trajetória do atacante em direção a bola.

6 - DEFENDENDO O PIVÔ: Uma meta específica para o campeonato é negar o passe para o pivô. O jogador de defesa, sempre que possível força-lo a receber a bola fora do garrafão ou o mais distante possível do garrafão. Na posição de pivô baixo, o jogador de defesa posiciona na frente do pivô (entre a bola e o pivô). Na posição de pivô alto, o jogador de defesa coloca o braço e a perna na linha da bola, para que o pivô não receba o passe ou gire para cesta. 

7 - DOIS EM UM: O jogador do lado da ajuda é designado para o 2-em-1 na bola (dobra). O coach Neto incentiva suas equipes a fazer o 2-em-1 nos cantos, especialmente no fundo, na zona-morta e no pivô de baixo. 

8 - REBOTE: O jogador deve bloquear para o rebote tanto na defesa quanto no ataque. O rebote é um dos fundamentos básicos mais importantes no basquetebol. Seu treinamento deve ser diário! Os jogadores são incentivados a ir em qualquer possibilidade de rebote.

9 - DEFENDENDO O ARREMESSO: O jogador de defesa deve contestar todo e qualquer arremesso com o braço.


10 - DEFENDENDO O CORTA-LUZ E O BLOQUEIO
  • BLOQUEIO VERTICAL, HORIZONTAL E EM DIAGONAL: o jogador de defesa que marca o jogador da bola tenta o possível para passar por cima do bloqueio. Se não for possível, a defesa do jogador sem bola faz uma ligeira troca até que o jogador recupere sua posição. 
  • CORTA-LUZ: o jogador de defesa posicionado no lado de ajuda deve ler se a melhor opção é por baixo ou por cima do bloqueio, evitando a infiltração sem bola e o corte para cesta.
  • BLOQUEIO ENTRE PIVÔS: o coach Neto incentiva seus jogadores em bloqueios entre jogadores de mesma estatura fazer a troca defensiva. O objetivo é manter a bola o mais longe da cesta.

FONTE: 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Construindo a Defesa Individual (Parte I)

Tenho feito muita pesquisa sobre como os técnicos de alto rendimento do Brasil e do mundo constroem suas defesas individuais e o que tenho encontrado é uma preocupação constante com a definição de regras defensivas, responsabilidades para os jogadores e o treinamento diário. Outro ponto interessante é a preocupação no desenvolvimento do jogo 1x1. O jogador da defesa deve ter a responsabilidade de conter o jogador de ataque, com a bola, pelo menos 1,5 m para cada lado, assim o sistema defensivo não fica sobrecarregado, expondo suas estratégias para a outra equipe.
Coach Ettore Messina
Com o objetivo de compartilhar o conhecimento das pesquisas, possibilitar a troca de experiências entre nossos leitores e motivar o desenvolvimento de sua própria defesa individual tentarei expor as idéias dos coachs pesquisados, deixando para discutir opiniões nos comentários com nossos colegas, tornando o mais fidedigno possível o conhecimento aqui mostrado.

Começaremos a Série  Construindo a Defesa Individual, com uma visão européia do basquetebol, formulada pelo coach Ettore Messina, que até a edição da revista tinha vencido 3 campeonatos italianos, 02 Euroliga e 01 Copa das Copas. Com o time Italiano ganhou medalha de ouro nos jogos Mediterrâneo e prata nos Jogos Goodwill e no Campeonato Europeu disputado em Barcelona. Participa do artigo, o coach Emanuele Molin.

Coach Emanuele Molin
Um bom ataque tem que estar preparado para bater a defesa, especialmente em situações de 1x1 e 2x2. Deve saber também como a defesa do lado fraco se movimenta para reagir nas jogadas para esse lado. O movimento de bola ágil e o correto espaço entre os jogadores de ataque na quadra são problemas enfrentados pela defesa. Já no lado forte, a defesa deve trabalhar muito forte em situações de 1x1, como no estabelecimento de corta-luz por jogadores do perímetro para os pivôs (esperando um "mismatch*" defensiva) e situações de pick n' roll. Por todas essa razões, a defesa deve estar bem preparada para efetuar a ajuda e rotação defensiva no lado fraco.
O principal ponto que a defesa deve perseguir nestas situações é forçar e limitar as opções de ataque 1x1 e 2x2. Todos os passes para a infiltração devem ser negados. Existem passes diretamente para a área do pivô ou passes para as laterais que devem conduzir a passes para um pivô. A equipe de ataque quer manter o trabalho no lado fraco porque há várias opções, incluindo infiltração e passe fora para arremesso; 1x1 com o defensor na situação de ajuda-recuperação; Situações de jogo com o pivô estabelecido; vantagens de espaços e movimentos de bola; e segunda tentativa após rebote ofensivo.
Fonte: bleachereport.com
O melhor jeito de oferecer um consistente time defensivo é enfatizar a defesa 1x1. Essas estratégias defensivas colocam todas as responsabilidades no jogador trabalhar para impedir o jogador de ataque com bola, nos passes e nas tentativas de infiltrações para cesta. Assim facilita para o coach detectar erros defensivos quando uma cesta for marcada e notar qual jogador errou.
Desde que haja responsabilidades individuais defensivas, o coach saberá então qual a sugestão para um jogador em particular, sobre como reagir durante momentos cruciais do jogo. Sessões de treinamentos diários deveriam ser guiados em direção de melhorar as técnicas defensivas individuais de seus jogadores e fortalecer o aprendizado de antecipação de movimentos de ataque, juntos, como defensores individuais e como um membro do trabalho em equipe juntos na defesa. 
* Mismatch - Desvantagem; troca de defesa onde há desvantagem física entre os jogadores envolvidos.


Série de exercícios
Diag. 1
1. Defesa no passo cruzado - o jogador de ataque passa a bola para o coach e segue o passe, recebe um passe com a mão de fora e então faz um forte corte cruzado em drible. Para evitar ser batido nessa jogada, o jogador de defesa deve fazer um stepback (passo de recuo), no mesmo instante em que deslocar lateralmente, a fim de manter o corpo entre a bola e a cesta (Diag. 1).


REGRA I: QUANDO O JOGADOR DE DEFESA TEM SEU PEITO ENTRE A BOLA E A CESTA, COACH MESSINA CHAMA DE "MAKE A WALL".


2. Mova com a bola no ar - Esse exercício tem a ênfase no posicionamento defensivo do jogador com a bola, bem como no deslizamento que precisa ser feito, tudo baseado no movimento da bola.
Quando a bola esta mudando de lado e quando esta na mão do atacante, Coach Messina cansa de treinar a importância da reação e correção do posicionamento do corpo do jogador de defesa, que de novo esta relacionado com movimento da bola.
 
Diag. 3
   
Diag. 2
Nesse intuito, o jogador estará preparado para fazer a recuperação  defensiva na bola. O jogador de defesa deve pensar nos seus pés, analisar e antecipar as várias situações de ataque. Ele tem que aprender a aumentar a pressão defensiva quando o jogador quiser passar a bola e ligeiramente diminuir a pressão quando ele quiser começar a driblar.



3. 1x1 + 1 dinâmico: A recuperação - O diagrama 4 e 5 o coach finta a infiltração por drible na situação 1x1 e passa a bola para o lado fraco. O defensor e o atacante reagem com essa situação jogando 1x1 sem a bola.
Diag. 5
Diag. 4
Durante o passe, o jogador de defesa, enquanto recupera, muda sua posição de lado fraco para lado forte cercando agora o jogador da bola. Enquanto o jogador  de defesa esta recuperando, ele deveria chegar com a posição defensiva baixa, com passos rápidos (metralhadora), fintando ir em direção a bola com suas mãos: o objetivo é para não permitir tomar um arremesso. Imediatamente depois, ele deveria reagir com um saltito para trás com os dois pés ao mesmo tempo, parando a possível infiltração com drible. e forçando o jogador em direção a linha de fundo (não permitir infiltração alguma pelo meio da quadra). 


REGRA II - FORÇAR O ATAQUE PARA FORA DE POSIÇÕES USUAIS, PRESSIONANDO A BOLA E ANTECIPANDO TODOS OS PASSES. 


Diag. 6
No lado forte, a defesa deve antecipar de tal modo que force os jogadores de ataque receber a bola nas posições onde eles são menos perigosos ofensivamente (Diag. 6). Nesse caso a defesa deve diminuir a velocidade do movimento da bola sem com isso abrir a base defensiva (sem sucesso de roubo de bola) e ser batido pelo corte backdoor


No lado fraco, o defensor deve posicionar seu corpo de tal maneira que ele intercepte possíveis passes (Diag. 7), mas que ao mesmo tempo, sempre ter certeza de ver seu homem e a bola.

Diag. 7

  
Diag. 8
Na infiltração com drible (Diag. 8), a defesa deve adaptar sua base e como a bola esta próxima, ele dará um passo extra no corredor (preparado para um ajuda defensiva). É crucial nesta situação dinâmica que o jogador de defesa fique na linha do passe para manter a bola e o jogador de ataque fora de ação. As equipes de Messina chamam isto de "fique na linha do passe", como um jeito de lembrar os jogadores que eles não podem antecipar ao menos que haja uma pressão na bola. Aqui alguns exercícios que os coach's italianos usam para ensinar as fases da defesa.

4. 3x3 defesa ziper - Nas situações de 3x3 (Diag. 9), o coach começa com a bola, finge uma situação de 1x1, usando a infiltração com drible.
  
Diag.10
Diag. 9
Os defensores do lado fracodevem então adaptar suas posições e proteger o garrafão, sem perder de vista seus correspondentes jogadores de ataque (Diag. 10). Quando o coach passa a bola para fora, os defensores fazem a recuperação defensiva (no Programa de Basquetebol da UnB chamamos de aproximação defensiva) nos seus jogadores de ataque, contendo a potencial linha de passe. Uma vez que os jogadores de ataque recebem a bola do coach, eles jogam 3x3.

Diacg. 11
Diag. 12
5. 3x3 Aparecer a bola - Esse exercício é similar ao anterior, com exceção que o coach começa no lado fraco (Diag. 11). O jogador de ataque com a bola, junto com um jogador de defesa nele, infiltra com drible. Quando esse movimento começar, os outros dois defensores deslizam até a linha de ajuda. Quando o jogador de ataque passar a bola para o coach, que esta posicionado no centro, os três jogadores de defesa então deslizam em direção a bola, contendo a posição de linha de passe. (Diag. 12). Deve ser notado que isto é naturalmente uma situação mais resistente que os jogadores encontrarão em um jogo, onde um passe dessa posição para o centro da quadra é contestado.

 
Diag.14


  
Diag.13
6. 3x3: Pulo para a bola - Como visto no diagrama 13 e 14, este exercício é feito para uma sequência de cortes e posições, onde os defensores mudam suas posições, indo do lado fraco para o lado forte da quadra.
O objetivo do exercício é ensinar o defensor a fechar quando a bola esta perto da cesta (com o passe), e então abrir quando a bola é passada para fora, mas sempre mantendo a pressão na linha do passe.



REGRA III - DEFENDER, PREVENIR ARREMESSOS DE DENTRO DO GARRAFÃO E CONTROLAR OS REBOTES DEFENSIVOS.

Para realizar estas dicas, você não vai somente contestar os jogadores de ataque posicionado no poste baixo; parar infiltrações com drible e lotar o garrafão, mas você também precisa entender o ataque do outro time e fazer as propostas defensivas de correspondência (se pressiona mais um jogador; flutua mais em outro etc). Os técnicos italianos propõe sempre o controle do centro do garrafão e ajudam os jogadores a escolher a tática defensiva mais apropriada para defender uma ou mais séries de ataques, que tentam traze-los para fora do garrafão com o pick n' roll.
Não esqueçam que desenvolver as habilidades defensivas individuais pode ser garantido em treinamentos diários.

O importante é garantir o entendimento das regras defensivas pelos jogadores. Portanto a prática regular diária fará com que eles saibam exatamente o que eles precisam fazer durante os jogos. O registro das regras defensivas e afixação em locais de grande circulação pelos jogadores motivam para a execução do combinado.
Semana que vem postaremos mais uma visão sobre defesa individual. Espero que seja útil em seu aprendizado.

Abraço a todos,

Conheça mais sobre Coach Messina e Emanuele Molin


Fonte: 
FIBA Magazine, 02 2003.
Basketblog.es
Euroligue.net

      sexta-feira, 15 de julho de 2011

      Bolsa-Atleta Universitário | Esporte Universitário | Clube de Basquete


      Da esquerda para direita: 
      Prof. Dr. Miguel (relator FAU), Mel (DCE),
      Diretora de Esporte, Arte e Cultura
      Prof. Ms Lucila Rondon de Andrade (DEA), 
      Decano de Assuntos Comunitários
      Prof. Dr.Eduardo Raupp (DAC),
       Prof. Carlos Gomes (DEA) e Luana (DCE)
      É uma honra ser da equipe da UnB. Muito trabalho da equipe da Diretoria de Esporte, Arte e Cultura-DEA, uma equipe dedicada e visionária, que desde 2009 vem restruturando o esporte universitário da UnB. Hoje participei de uma reunião da Câmara de Assuntos Comunitários, aberta ao público, onde a prática da democracia se faz justa e precisa. Professores, estudantes e funcionários interagem e decidem, através de relatores e pareceres, projetos, programas e ideias sobre o  desenvolvimento social, saúde, a nossa comunidade universitária e o nosso famigerado esporte. Famigerado, pois já revelou inúmeros atletas e dirigentes para o cenário nacional a citar: Paulo Bassul (basquete), Camila Carvalho (Remo), Carolina (polo aquático), David Pedroza (Judô) dentre muitos outros.
      Momento de um tanto de honra para o esporte universitário. A UnB conquistou mais uma vitória no esporte. O esperado Programa de Bolsa Atleta Universitário foi aprovado por unanimidade na Câmara de Assuntos Comunitários. 
      A primeira Universidade Pública do Brasil a instituir um Programa Bolsa-Atleta Universitário visando auxiliar os estudantes-atletas, financeiramente, a custear os gastos individuais do esporte de rendimento. Os estudantes-atletas receberão uma bolsa no valor de R$ 360,00 para auxiliar na continuidade de seu desenvolvimento esportivo ao longo de sua vida acadêmica, podendo ao final do processo universitário, poderem decidir, também, pela profissionalização esportiva.

      Parabéns UnB! Espero que possamos incentivar outras Universidades Federais a desenvolverem seu próprio Programa Bolsa Atleta Universitário e assim oferecer a oportunidade de mais estudantes-atletas continuarem seu desenvolvimento esportivo.